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Mostrando postagens de Junho, 2014

MÃOS DADAS - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

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Mãos Dadas
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Carlos Drummond de Andrade )
( Antologia Poética – 12a edição – Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, p. 108)



MAIAKÓVSKI – O POETA DA REVOLUÇÃO

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“Nos demais – eu sei, qualquer um o sabe – o coração tem domicílio no peito. Comigo a anatomia ficou louca. Sou todo coração – em todas as partes palpita.” (Maiakóvski)


A tempestade Maiakovski
A vida intensa e os versos extraordinários
do maior poeta russo do século XX

Felipe Fortuna, de Moscou

Montagem sobre foto de Roger Viollet/AFPO poeta Maiakovski e, ao fundo, reprodução da capa desenhada por seu amigo, o artista plástico Alexander Rodchenko, para o livroMaiakovski Sorri, Maiakovski Ri, Maiakovski Zomba
O que pensar de uma tempestade? Vladimir Maiakovski (1893-1930), o maior poeta russo da era soviética, se expôs, como uma força da natureza, a todo tipo de contradição: buscou destruir o passado literário, mas ao final defendeu a tradição dos grandes poetas de seu país, como Alexander Pushkin e Andrei Biéli. Apresentou-se como o escritor do futuro – do apogeu da máquina, da eletricidade e do urbanismo –, e se viu emaranhado na burocracia e nos equívocos que sucederam na União Soviética…

A VIDA É INCÊNDIO…- MÁRIO QUINTANA

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A VIDA É INCÊNDIO…INSCRIÇÃO PARA UMA LAREIRA: “A vida é um incêndio: nela dançamos, salamandras mágicas. Que importa restarem cinzas se a chama foi bela e alta? Em meio aos toros que desabam, cantemos a canção das chamas! Cantemos a canção da vida, na própria luz consumida…” (Mário Quintana)