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Mostrando postagens de Novembro, 2014

A ALQUIMIA DO AMOR : POESIA DE HUMI

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A Alquimia do Amor : Poesia de Humi

O primeiro parágrafo do capítulo 15, em que Rumi fala da FONTE UNA. a obra Fihi-ma-fihi ou O livro do interior, publicado há alguns anos no Brasil pelas Edições Dervish

Há no homem um amor, uma dor, uma inquietude, um apelo que, mesmo se tivesse cem mil universos, não encontraria calma e repouso. As pessoas exercem todos os tipos de profissão, de negócios, e fazem todos os tipos de estudos – medicina, astronomia etc. – mas não encontram repouso, pois seu objetivo não é alcançado. Chama-se o Bem-Amado de ´repouso da alma´; e como seria possível encontrar repouso e quietude senão n´Ele? (p. 96).
**** Nas páginas do Fihi-ma-fihi também se encontra uma série de histórias contadas pelo mestre RUMI.  Uma das histórias de que fala da amizade:
“Uma grande caravana viajava e não encontrava cidade alguma, nem água. De repente, encontraram um poço, mas eles não tinham nenhum balde. Pegaram um caldeirão e cordas, e deixaram-no descer até o fundo do poço. Puxaram o c…

SONETO À FILHA - IVAN CÉSAR

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Soneto à filhaQue tu, minha filha, sejas assim
Sempre uma pessoa inteira
Mas presa a um ser intangível
Que andes no perímetro de mim

E que ainda plena e verdadeira
Fujas da linha do impossível
Sem ouvir os parâmetros do fim
Nem temer a inefável besteira

Que debeles o arco do invisível
E na aventura azul vestida de brim
Faças dos sonhos a arma certeira

Que tu , minha filha, venças assim
Sem receio aos mitos do invencível
Ou ao paredão humano da geleira


Ivan César

SENTIMENTO DE PERTENCER OU PERTENCIMENTO - A MEMÓRIA MATERIAL E IMATERIAL PERMANECE EM NÓS

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NO COLO DE MÃE - DANLIMA

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no colo de mãe 1danlima· Brasília, DF8/6/2010 · 8 · 9 ,anda mãe- canta prá mim aquela musguinha que pai cantava quando ainda estava vivo..
E o menino encostava a cabeça no colo de mãe, se ajeitava( nos olhos, as águas borbulhavam: eram lágrimas, querendo fluir, romper o dique das emoções de criança que já havia tido contato com a morte e que sofrera, sofrera com muita antecedência as dores do mundo)
-qual, filho? Eram tantas musguinhas que pai cantava...
-aquela mãe, do balão,sabe qual?
-sei sim, filhote- claro que sei ( e aí, são mais olhos querendo esconder águas represadas: mãe se lembra do pai, companheiro de tantas horas, de tantos tatos, companheiro de anos muitos, que morrera deixando-a com filhos a criar, pequenos, outros grandes, a saudade muito maior ainda, mas ela não pode chorar agora, só depois, no seu quarto, na sua cama que outro homem não m ais compartilhara).

“balão custa dinheiro,
Dinheiro custa a ganhar,
Arreda papai, arreda mamãe,
Deixa o meu balão passar”

A voz de mãe soa su…

O VESTIDO - ADELIA PRADO

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CASAMENTO - ADÉLIA PRADO

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DONA DOIDA - ADÉLIA PRADO

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Dona DoidaUma vez, quando eu era menina,  choveu grossocom trovoadas e clarões,  exatamente como chove agora.  Quando se pôde abrir as janelas, as poças tremiam com os últimos pingos.
Minha mãe, como quem sabe que vai escrever um poema, decidiu inspirada: chuchu novinho, angu, molho de ovos. Fui buscar os chuchus e estou voltando agora, trinta anos depois. Não encontrei minha mãe.
A mulher que me abriu a porta, riu de dona tão velha, com sombrinha infantil e coxas à mostra. Meus filhos me repudiaram envergonhados, meu marido ficou triste até a morte, eu fiquei doida no encalço.
Só melhoro quando chove.
Adélia Prado